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O projecto PORCIDE -
Projecto Original para a Rentabilização de
Capacidades Integrando Deficientes na Economia – teve início em 1995 depois da PT Comunicações e da TELEMANutenção submeterem uma candidatura à Comissão Europeia inserida no programa SEED, que consistiu em procurar soluções para a inclusão de pessoas deficientes no mercado de trabalho.
Na sequência desta candidatura, a TELEMANutenção e a
PT Comunicações assinaram um protocolo para constituirem um consórcio, ao qual se juntaria mais tarde a Hewlett-Packard–Portugal e a Microsoft-Portugal com o objectivo de integrar 20 pessoas deficientes usando tecnologias de informação em Portugal. A ideia era constituir um negócio, em que cada parceiro fornecesse, por um período de seis meses, a infraestrutura de serviços e produtos necessários à venda de serviço de um grupo de pessoas deficientes em teletrabalho. O projecto foi contudo prolongado até Abril de 2000.
O objectivo era que cada pessoa deficiente, trabalhando a partir de casa, tivesse a possibilidade de adquirir as competências necessárias para colocar os seus serviços no mercado de forma regular. O consórcio foi construído de forma a reunir gratuitamente os elementos necessários ao ambiente de trabalho em casa do teletrabalhor.
A PT Comunicações disponibilizou a infra-estrutura de telecomunicações, a HP disponibilizou todo o hardware (computador, scanner, impressora, modem, zip drive), a MICROSOFT forneceu o software, a TELEPAC forneceu o serviço de Internet , a EDSON/FCB contribuiu com o suporte de marketing e comunicação do projecto e dos teletrabalhadores.
À TELEMANutenção coube fornecer toda a formação inicial e contínua para o serviço, fornecer o sistema de organização e coordenação do teletrabalhador e conseguir os clientes para cada serviço de forma a gerar um fluxo de trabalho estável e agradável ao teletrabalhador.
O projecto cumpriu o objectivo de integração de 20 teletrabalhadores deficientes. Todos os teletrabalhadores integrados estavam desempregados e profissionalmente inactivos no início do projecto. Todos passaram de uma situação de encargo social para contribuintes efectivos do Estado, auferindo um rendimento médio de 354400$00. Contudo, nem todas as pessoas se adaptam ao regime de teletrabalho, seja devido à falta de contacto humano, insegurança pessoal ou indisciplina. Ainda assim o balanço do PORCIDE é muito positivo. Mesmo os teletrabalhadores que escolheram abandonar o projecto ou se revelaram incapazes de cumprir os standards profissionais, aproveitaram, nos novos rumos escolhidos, a experiência de autonomização proporcionada e os índices de confiança renovados. Embora tenha um caracter social muito forte, nunca se sobrepôs ao seu caracter económico.
THINK - Expansão e renovação do PORCIDE
O projecto PORCIDE terminou em Abril de 2000, mas a sua continuidade e expansão internacional ficaram asseguradas com o projecto THINK com início em Setembro de 2000.
O sucesso do modelo socio-económico criado pelo PORCIDE motivou o projecto THINK, que assegura a reprodução do PORCIDE em seis países europeus: Espanha, Itália, Grécia, Escócia, Letónia e Portugal (onde o projecto THINK é denominado PORCIDE II/THINK), integrando ao todo 300 novos deficientes no mercado de trabalho. O projecto assegurou o financiamento da
Comissão Europeia para os vários países envolvidos.
Em Portugal, aos parceiros do consórcio para o PORCIDE juntaram-se ainda o DIÁRIO DE NOTÍCIAS e a PRICE WATERHOUSE COOPERS, como parceiros de comunicação social e recrutamento e selecção, respectivamente. A RUMOS,
Desktop Streaming, 3C, Alcatel e ServerArts integraram recentemente o consórcio.
Em cada país participante no projecto, o consórcio formado, em muitos casos com outras delegações das multinacionais participantes no consórcio português, é responsável por cumprir os objectivos de integração do THINK: 60 pessoas em Espanha, 60 em Itália, 40 na Grécia, 20 na Escócia e 60 na Letónia.
A ambição internacional do projecto passa, a médio prazo, pelo Brasil, EUA e Nova Zelândia.
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